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4ª MOSTRA JUVENIL DE ARTES CÊNICAS DE SUZANO


enviado pelo Prof. Gilson de filosofia


4ª MOSTRA JUVENIL DE
ARTES CÊNICAS DE SUZANO


A Mostra objetiva estimular os processos de criação e, por conseqüência, movimentar o pensamento cultural no município, divulgar novos talentos, valorizar as artes cênicas e incentivar as manifestações culturais.

A Prefeitura de Suzano, por meio da Secretaria de Cultura, promoverá nos dias 8, 9, 10, 11, 15, 16, 17, 18, 19 e 20 de julho de 2011 a 4ª Mostra Juvenil de Artes Cênicas de Suzano.



A Origem Filosófica das Ciências Ocidentais

texto enviado pelo Prof. Gilson de Filosofia

TEXTO PARA CONCLUSÃO DA ATIVIDADE SOLICITADA PELO PROFESSOR GILSON DE FILOSOFIA



Scientific American Brasil

A Origem Filosófica das Ciências Ocidentais

Não há verdadeira evolução do conhecimento sem o pensamento e a reflexão

            Que as nossas ciências nasceram com os antigos gregos, parece um fato estabelecido. Mas, o que pouca gente sabe é que elas tiveram sua origem e desenvolvimento no seio das primeiras escolas filosóficas (entre os séculos VI e V a. C.). Assim, mesmo trazendo elementos herdados do Oriente (Egito, Caldéia...), as ciências surgidas no Ocidente trazem a marca do espírito crítico e especulativo dos filósofos - os responsáveis, no campo do saber, pelo  movimento de ruptura com o mundo mágico-religioso e seus “mestres da verdade”. De início, é mesmo difícil dizer onde termina a filosofia e onde começa a ciência, embora Aristóteles tenha procurado diferenciar as ciências “teoréticas” (as dos princípios e das causas, tal como a filosofia) das ciências “práticas” (ligadas à experiência e com fins mais utilitários). De qualquer forma, ainda não se pode falar, nesta época, de uma ciência experimental – tal como hoje a concebemos.

            De fato, será preciso chegar ao século XVI (ou mesmo ao XVII) para que as ciências assumam definitivamente sua orientação prática, amparada na experimentação. Galileu – símbolo da ciência moderna – será responsável (juntamente com o filósofo Descartes) por lançar as bases deste novo saber. De certa forma, embora estas novas ciências sejam mais autônomas que as antigas, elas permanecerão herdeiras conceituais da filosofia. Sem dúvida, muitos estudiosos defendem a tese de que a “razão ocidental” é uma invenção dos gregos. Correta ou não, a questão é que as ciências realmente receberam seus princípios e fundamentos da filosofia – e isto abrange desde a noção de verdade, como coisa em si absoluta, até os seus métodos de investigação (é preciso lembrar que a indução e a dedução já eram objetos de análise da filosofia antiga).

            Mas, é claro que- desde meados do século XIX, com o positivismo – a filosofia já não ocupa mais o seu posto de ciência maior e mais geral, de grande sistematizadora do saber. A crescente aversão à metafísica e a redução equivocada da filosofia a um mero saber técnico e formal (obra de muitos lógicos e linguistas) acabou levando a um enfraquecimento de sua natureza crítica e criadora. Mas, ainda assim ela teve um papel considerável na formação do solo epistêmico do século XX (atestado pela teoria quântica e pela relatividade). Em suma, a filosofia é, e continuará sendo, a ciência que elabora os conceitos e que reflete criticamente acerca do mundo e do próprio conhecimento; uma ciência que opera essencialmente com os fundamentos do saber em geral. Teórica por natureza, nem por isso ela deixa de ter um fim prático – que, neste caso, está relacionado à transformação da própria realidade.  Não há verdadeira evolução do conhecimento sem o pensamento e a reflexão (já que, longe disso, todo saber corre o risco de se dogmatizar).

            De qualquer modo, quem sofre com tais atitudes são os próprios saberes que, além de se perderem nessa excessiva fragmentação, ainda enfraquecem aquela que sempre foi a sua maior aliada na luta contra o “pensamento religioso” (que costuma infiltrar-se tanto na filosofia quanto nas próprias ciências) e contra os interesses que, só na aparência, estão trabalhando em prol da vida e do progresso humano.

Regina Schöpke - É Doutora em Filosofia pela UNICAMP (2007), Pós-Doutora em Filosofia pela UNICAMP (2010), Mestra em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1999) e Mestra em História Medieval pela Universidade Federal Fluminense (1996).

Fonte: Scientific American Brasil – www.sciam.com.br

Dica de Filme: VERMELHO COMO O CÉU


 Anos 70. Mirco (Luca Capriotti) é um garoto toscano de 10 anos que é apaixonado pelo cinema. Entretanto, após um acidente, ele perde a visão. Rejeitado pela escola pública, que não o considera uma criança normal, ele é enviado a um instituto de deficientes visuais em Gênova. Lá descobre um velho gravador, com o qual passa a criar estórias sonoras.

Desafios Contemporâneos - A Educação

Material enviado pelo professor Gilson de Filosofia

Na abertura, apresentando o módulo e falando sobre os “Desafios contemporâneos – a educação”, teremos a filósofa e professora Viviane Mosé, discorrendo sobre a escola fragmentada, dividida em disciplinas e grades curriculares, e distante da vida dos professores e alunos, e que, ao mesmo tempo, se depara, a cada dia, com um mundo que faz perguntas cada vez mais globais e urgentes, como a necessidade de considerar o todo, o planeta, a cidade.  

Quais os desafios da educação no mundo contemporâneo?

Henri Matisse

texto enviado pelo Prof. Gilson de filosofia

 
Henri Matisse
(Pintor francês)
(Nasc.:31-12-1869, Le Cateau, Cambrésis  -  Falec.: 03-11-1954, Nice)


Matisse é considerado um dos fundadores e principais representantes do fovismo. Começou a dedicar-se à pintura após terminar, em 1890, seus estudos de Direito. Deu grande impulso à arte de sua época com seu estilo caracterizado por uma linha vigorosa e pelo uso de cores com tonalidades fortes. Essa concepção artística foi considerada uma provocação pela opinião pública burguesa. Em 1906, influenciado por uma viagem à Argélia, começou a introduzir em suas telas o decorativismo ornamental da arte islâmica. São dessa fase A Dança (1909-1910) e A Música (1910). Mudou-se para Nice nos anos 20, época que coincide com a elaboração de seus típicos interiores de grande riqueza cromática, como na série Odaliscas, em que surgem mulheres vestidas de uma forma exótica, em ambientes decorativos. Em 1930, começou a trabalhar com recortes de papel, técnica que continuou praticando por não poder mais pintar a óleo por motivos de saúde. Deixou uma vasta obra gráfica, além de esculturas representativas de cada uma de suas fases artísticas. Destacam-se, ainda, as obras Interior Vermelho, Natureza Morta sobre Mesa Azul (1947) e A Cortina Egípcia (1948).



Vassili Kandinsky

texto enviado pelo Prof. Gilson de filosofia


Vassili Kandinsky
(Pintor e teórico de arte russo)
(Nasc.: 04-12-1866, Moscou - Falec.:13-12-1944, Neuilly-sur-Seine, França)

Kandinsky, um dos principais representantes da arte abstrata, estudou Economia e Direito em Moscou e licenciou-se em 1893. Sua visita a uma exposição de artistas franceses impressionistas foi a experiência que o levou para Munique, em 1896, onde foi aluno de Franz von Stuck. Passou alguns anos em outros países (de 1903 a 1907) e, em 1909, tornou-se presidente da Nova Associação de Artistas de Munique. Em 1910, pintou sua primeira aquarela não-figurativa, inaugurando a pintura abstrata. Para proporcionar à arte uma nova base intelectual, fundou em Munique, em 1911, com Franz Marc, Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul), uma associação de artistas que proclamavam, no manifesto Do Espiritual na Arte (1912), a superioridade do espírito sobre os objetos concretos. Durante a Primeira Guerra Mundial, regressou à Rússia, onde, depois da Revolução de Outubro, ocupou uma cátedra na Academia de Arte de Moscou. Para escapar à concepção soviética da arte realista, regressou à Alemanha em 1921, quando iniciou um processo de geometrização em suas obras. Em 1922, foi professor da Bauhaus em Weimar e, em 1928, adquiriu a nacionalidade alemã. Em 1926, publicou Ponto e Linha sobre o Plano, obra fundamental para o processo criativo na arte abstrata. Em 1933, mudou-se para a França, perseguido por nazistas, que consideravam sua obra "arte degenerada".

Disponível em: http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_536.html  

Titãs - Os cegos do Castelo

Aula da INQUIETAÇÃO

 texto enviado pelo Prof. Gilson de filosofia

Aula da Inquietação

Aula inaugural com Miguel Nicolelis, na Universidade de Brasília (UnB), estimula alunos e público em geral a refletir e discutir sobre a importância da educação e o papel da universidade na construção de um país efetivamente democrático e humano.

Assista ao Vídeo

"...é possível sonhar com o impossível..."  Prof. Miguel Nicoleli
e tomo a liberdade para acrescentar: "é nosso dever!!!" - Prof. Samir

Entrevista com a primeira juíza negra do Brasil Luislinda Valois

 texto enviado pela Profª Enilda Suzart

Entrevista com a primeira juíza negra do Brasil Luislinda Valois

"O direito a discutir o racismo é apenas do negro" Luislinda Valois

 por Maurício Pestana

 "Parece que somos iguais , mas só somos iguais na constituição brasileira e nas constituições estaduais . Mas no dia -a-dia , nos cargos e nas oportunidades não somos iguais a ninguém, só somos iguais aos leigos, única e exclusivamente"

Aos 9 anos de idade, a então menina Luislinda Valois passou por uma situação muito difícil na escola. Um professor havia pedido aos alunos esquadros de plástico para a realização de um trabalho. O pai da menina só pôde comprar um de madeira. O professor, irritado, a mandou ir para "a casa da branca, que deixasse de estudar e que lá fizesse uma feijoada". A vergonha da ocasião foi um estímulo para que Luislinda estudasse ainda mais para quando estivesse formada, voltasse e prendesse o professor racista. Era a sua primeira sentença!

Hoje, a juíza baiana Luislinda Valois já soma excelentes trabalhos prestados à população - principalmente a mais carente - e 25 anos de profissão, tempo mais que suficiente para ser desembargadora, mas... "No judiciário a porta não é nem fechada, ela é lacrada. Eu, por algum motivo tive condições de chegar, mas percebo que existe uma certa rejeição, não à minha pessoa, mas ao problema do negro", relata esta mulher de poder, autora do livro O negro no século XXI. E ela não para por aí...

Dá para afirmar que existe discriminação no meio judiciário?

Não somente no meio judiciário! Eu sinto discriminação a todo instante e em todos os meios, é que nem sempre a gente pode e tem a oportunidade de falar. Somente agora que eu estou tendo essa chance de levar ao conhecimento público as situações que o negro passa, principalmente aqui na Bahia onde a discriminação e o racismo são bem mais acentuados do que nos demais estados da federação.

Pelo tempo de profissão (25 anos) era para a senhora ser desembargadora. O negro tem mais dificuldades na promoção também na Justiça brasileira?

Não restam dúvidas, no judiciário a porta não é nem fechada, ela é lacrada. Eu, por algum motivo tive condições de chegar, mas percebo que existe uma certa rejeição, não à minha pessoa, mas ao problema do negro. Porque nós temos aqui 35 desembargadores e apenas 1 é negro. Todos sabem que existem outros magistrados não negros que chegaram à magistratura bem depo de mim e que já são desembargadores. Outros chegaram à capital no ano passado e já foram convocados para o Tribunal de Justiça da Bahia. E eu, sequer fui convocada, para substituir alguém. E tenho 25 anos de serviço!

Acredita que na Bahia é mais difícil para o negro entrar nessas áreas quase que blindadas na sociedade brasileira?

Com certeza, inclusive não somente no judiciário, no legislativo ou no executivo, mas nas empresas privadas também. Se você observar vai ver que no Polo de Camaçari existem muitas multinacionais, mas a maioria dos negros que trabalham lá estão em trabalhos minúsculos, inferiores, geralmente como comandados, como subalternos, jamais como altos executivos ou comandantes.

Pesquisas nos Estados Unidos revelam que a chance de um réu negro ser condenado é infinitamente maior do que um branco. Aqui no Brasil esses dados se assemelham?

Esses dados são mais graves, bem maiores, bem acentuados aqui no Brasil. Tive a oportunidade de ir em alguns presídios na Bahia e constatei: só existem jovens de 19 a 25 anos de idade e negros. É como se estivessem lá pedindo socorro e, mesmo que eles não tenham culpa formada, já estão ali condenados à morte de qualquer forma, porque estão condenados à morte realmente ou por falta de oportunidade. Mesmo que cumpram a pena, não vão ter a oportunidade de se reintegrarem à sociedade como desejamos.

Aspectos históricos, sociais e raciais devem ser levados em conta pelo juiz quando o réu é negro?

Não. Acredito que a lei deve ser aplicada sem importar a raça, a situação social ou econômica. Agora o que observamos é que sempre o negro é condenado. Eu digo sempre que se não tiver a quem condenar, condena-se o negro, mesmo que ele ainda esteja na barriga da mãe.

Como o Judiciário pode melhorar a atuação nos casos raciais?

Com um maior número de julgadores negros. Nós sabemos o que os nossos irmãos de raça sofrem, porém, isso não basta. É necessária uma maior divulgação do que o negro passa, porque se esconde muito o racismo existente e a discriminação. Isso precisa aflorar para que os magistrados conheçam a realidade do negro no Brasil. Parece que somos iguais, mas só somos iguais na constituição brasileira e nas constituições estaduais. Mas no dia-a-dia, nos cargos e nas oportunidades não somos iguais a ninguém, só somos iguais aos leigos, única e exclusivamente.

O que te motivou a entrar para a magistratura?

Aos 9 anos passei por uma situação muito difícil, que se fosse outra pessoa teria parado por ali e aceitado a proposta como de grande valia. Um professor pediu para fazer um trabalho escolar e precisava ser feito em esquadro de plástico. Meu pai comprou um de madeira e quando levei à escola, o professor disse que não foi aquele material que ele havia pedido. Então, respondi a ele: "Mas esse foi o material que o meu pai pôde comprar..." E ele me respondeu: "Se seu pai não pôde comprar o seu material de desenho, vá para a casa da branca, deixe de estudar e lá vá fazer uma feijoada..." Saí correndo da sala morta de vergonha, fiquei pelo pátio, depois voltei e disse ao professor: "Não vou fazer feijoada na casa da branca. Vou ser juíza e volto aqui para te prender..." A partir daquele dia coloquei na minha mente que aquilo não era nada de ruim para mim, era um estímulo para eu estudar mais, mais e mais. Na minha cabeça eu tinha que voltar para dizer a ele que eu era juíza e prendê-lo.

"Recentemente cheguei ao juizado para trabalhar e em minha cadeira estavaa sentada uma advogada, loira por sinal . Disse a ela para me ceder o lugar que eu precisava trabalhar . Aí ela respondeu: Não senhora, esta cadeira é do juiz. Eu disse: Esta cadeira é do juiz, mas neste momento ela é da juíza. e a juíza sou eu"

Há mais de duas décadas o racismo é crime inafiançável no Brasil, mas não tem ninguém preso por isso. A lei é muito dura ou a justiça é muito branda nos casos raciais?

Repito: faltam juizes negros para ver que o racismo realmente está arraigado nas pessoas! Quem não é negro não sentiu na pele, não passou pelo que nós passamos. Eu digo que para as pessoas saberem o que é ser negro no Brasil basta "ficar negro por 48 horas", se for possível. Claro que isso não é possível, então acredito sempre que as sentenças colocam o autor do crime de racismo numa situação mais branda, não como crime inafiançável. Daqui a pouco teremos essa oportunidade, até porque os negros estão levantando com sua competência e sua capacidade, dizendo: "Olha, nós estamos aqui, não se mede as pessoas pela raça, então deixem-nos em paz, queremos viver com nossos direitos assegurados, garantidos e reconhecidos". O direito a discutir o racismo é apenas do negro.

Certa vez fiz um cartum onde um advogado chega na corte e pergunta para uma mulher negra: "Onde está o juiz?". Já passou por situação semelhante?

Em determinado dia cheguei cedo, pois meu pai sempre me ensinou que horário existe para ser cumprido, então chego antes da audiência, do horário de expediente. Sentei na secretaria e comecei a ajudar o pessoal a juntar os documentos e os processos. Entrou uma advogada loira e disse: "O juiz vem hoje?". Sinalizei para uma das funcionárias não dizer nada. Aí a advogada disse que o juiz não chegava e começou a criticar... E eu esperando ali, quando deu o horário da audiência, coloquei a toga e aguardei, mandei fazer o pregão. Quando a advogada chegou e me viu - negra e de cabelo rastafari. E ela, tendo feito aquelas colocações que havia feito anteriormente, ficou perdida. Tive pena da moça e disse a ela: "Doutora, a senhora está um pouco nervosa e tensa. Esperava aqui um juiz e, se fosse uma juíza, não seria uma negra com o cabelo rastafari vermelho". Ela negou e eu marquei a audiência para o dia seguinte com a aprovação da parte contrária.

Aconteceram mais casos como este? 

Vários! Recentemente cheguei ao juizado para trabalhar e em minha cadeira - digo a minha cadeira, pois eu sou a juíza de lá no momento - estava sentada uma advogada, loira por sinal. Disse a ela para me ceder o lugar que eu precisava trabalhar. Aí ela respondeu: "Não senhora, esta cadeira é do juiz". Eu disse: "Esta cadeira é do juiz, mas neste momento ela é da juíza. E a juíza sou eu". A advogada em questão ficou me olhando, duvidando que eu fosse a juíza e continuou sentada. Pediu um "minutinho" e eu disse que não tinha um, porque não existe diminutivo de minuto. Pedi, por favor, para ela se levantar, pois eu precisava trabalhar e era a juíza. Ela ainda ficou meio perdida, sem saber se levantava da cadeira ou não. Aí falei: "Se a senhora não se levantar vou chamar o oficial que está lá fora". Ela começou a olhar para o meu cabelo e esqueceu de se levantar. Me aproximei, encostei na cadeira e fiquei esperando. A advogada ficou com vergonha e após esse impacto todo, desnecessário, é que se levantou e eu sentei.

A maioria desses casos foi em seu ambiente de trabalho?

Um deles foi no avião. Eu de férias e disseram que o voo não sairia. Perguntei o motivo e me disseram que eu estava sentada no lugar de um militar. Eu disse que comprei a minha passagem com o meu dinheiro, que não foi uma doação. Pediram para que eu me identificasse, quando mostrei a carteira pediram desculpas, ofereceram refrigerante, café. Eu disse que nunca mais iria viajar por aquela empresa. São essas situações que passamos a todo instante como magistrada! Outra vez foi com o meu filho que é promotor de justiça do Estado de Sergipe. Compramos uma caminhonete e fomos abordados na estrada. Pensaram que éramos assaltantes porque estávamos com a caminhonete 0 km, ainda sem placa. Fomos parar no posto policial. Uma situação muito constrangedora: presumiram que dois negros dentro de uma caminhonete cabine dupla eram assaltantes. Tem outras situações, mas que eu até prefiro esquecer.

Fale um pouco sobre a justiça itinerante, um projeto inovador que serviu de exemplo para outras partes do país. 

Esse projeto foi o seguinte: eu era coordenadora do juizado e cheguei em Brasília para participar de um encontro e percebi que poderia criar projetos para levar a justiça célere para as comunidades mais distantes das capitais. De pronto consegui uma verba, não o dinheiro em espécie. Assinei o primeiro projeto terrestre que denominamos de Justiça bairro a bairro. Depois, voltando a Brasília já existia uma verba para outro projeto que é o Balcão Justiça e Cidadania. Não perdi tempo, é bom aproveitar as oportunidades. Quando voltei à Bahia conversei com o então presidente do Tribunal e ele disse: "Faça o projeto e vamos aproveitar". Nós fizemos, o lançamento foi maravilhoso e o pessoal de Direito e Planejamento do Tribunal me ajudou muito. Nós implantamos para também desafogar um pouco a Justiça que está cheia de processos que não se resolvem, pois o número de juízes é pequeno e a demanda, depois da constituição de 1988, ficou muito grande. Por meio dos balcões de Justiça e Cidadania se leva todo o tipo de serviço para o cidadão: carteira de identidade, exame médico... Até tirar fotografia eu consegui, ensinar como se alimentar, se vestir. Não se vestir no sentido amplo, mas sem gastar muito, com elegância, corte de cabelo. E também técnicas de mediação de conflitos e a solução desses conflitos.

Este projeto também foi levado para o interior?

Implantei aqui na Bahia e, depois que passei a ser coordenadora deste Balcão de Justiça e Cidadania, levei para o interior, principalmente no baixo sul, com a colaboração do Dr. Norberto Odebrecht, que foi um grande amigo de meu pai. Ele disse que me ajudaria neste sentido e quando cheguei lá descobri umas comunidades quilombolas. Para mim foi fantástico e ainda criei dentro destes balcões de Justiça e Cidadania o Balcão Itinerante no baixo sul, onde nos deslocávamos através de canoas e barcos para chegar nas comunidades quilombolas, porque como você deve saber são comunidades bem distantes, longe de tudo e de todos. Criei este projeto, instalei e hoje ele está em diversos lugares. Graças a Deus tem tanto êxito que está sendo copiado.

O que precisamos fazer para mudar, diminuir e enfrentar a discriminação?

Sem dúvida o Brasil tem tido um prejuízo muito grande perdendo verdadeiros gênios só porque são negros. Eles não são bem acolhidos aqui, vão embora e quando chegam lá fora eles fluem e não retornam. O prejuízo é sempre nosso, não é do físico do Brasil, mas enquanto população! Nós precisamos conscientizar de que todos somos iguais, todos nós pagamos impostos e que nós temos nossos direitos

Fonte: Revista Raça

1ª Mulher a Ganhar o Prêmio Nobel: MARIE CURIE

texto enviado pelo Prof. Gilson de filosofia

Celebração
1ª mulher a ganhar o Prêmio Nobel inspirou a comemoração
Descobertas de Marie Curie ajudaram a reduzir o sofrimento de enfermos

A história da cientista polonesa nascida há 143 anos desafia os padrões sociais e científicos do final do século XIX e início do século XX. Tímida, obstinada e inteiramente voltada à ciência e ao humanismo, Marie Curie dedicou seu trabalho e suas descobertas para salvar vidas e reduzir o sofrimento humano. Precursora de sua época, foi a primeira mulher a dar aulas na Universidade de Paris - Sorbonne (França), a primeira a ganhar um Prêmio Nobel, em 1903, e a única mulher até hoje a conquistar dois prêmios Nobel. Conhecida simplesmente como Madame Curie, ela descobriu o elemento químico Rádio, ampliando as possibilidades para o aprofundamento das pesquisas sobre a matéria, a energia e a radioatividade. Seu trabalho permitiu que, mais uma vez, a química pudesse ser aplicada na área médica, sobretudo nos tratamentos de cânceres.

Maria Sklodowska nasceu em Varsóvia, na Polônia, em 7 de novembro de 1867, quando o país vivia sob domínio do Império Russo. Seus pais eram professores e a família levava uma vida humilde. Em 1883, terminou o ensino médio com excelentes notas. Decidida a continuar seus estudos científicos em Paris, teve de trabalhar como tutora de crianças para juntar dinheiro e viabilizar a viagem. Queria estudar matemática e física na Sorbonne e planejava voltar à Polônia depois de obter o diploma de licenciatura nestas áreas.

Em 1891, com 24 anos de idade, ela chegou à capital francesa para estudar. Mudou o nome para Marie, e concluiu a Licenciatura em Física e Ciências Matemáticas na Sorbonne. Seus planos de voltar para a Polônia mudaram quando um amigo a apresentou a Pierre Curie, cientista e professor da escola municipal de Física e Química Industrial.

Um ano depois, em 1895, eles se casaram. Tiveram duas filhas, Irène, nascida em 1897, e Eve, em 1904. Marie e Pierre trabalhavam juntos em seu laboratório desenvolvendo pesquisas que mais tarde lhes dariam o Prêmio Nobel de Física. Marie sucedeu o marido como Chefe do Laboratório de Física da Sorbonne e obteve o Doutorado em Ciência, em 1903.

Suas pesquisas iniciais, junto com o marido, muitas vezes eram feitas com grande dificuldade. As condições do laboratório eram precárias (o local era muito frio no inverno, quente no verão e não havia equipamentos básicos) e ambos tinham que trabalhar arduamente como professores para garantir a subsistência. A descoberta da radioatividade por Henri Becquerel, em 1896, inspirou os Curie em suas pesquisas. Em 1898, o casal descobriu dois novos elementos radioativos: o rádio, cujo nome deriva da palavra latina “raio”, e o polônio, que ganhou este nome em homenagem à terra natal de Marie.

Marie Curie e sua filha Irène no 
Hospital Hoogstade, 
na Bélgica, em 1915, ao lado de uma 
máquina de raio-X. 
Anos depois, Irène repetiria 
o feito da mãe ao também 
conquistar um Nobel
Madame Curie desenvolveu métodos para separar o rádio dos resíduos radioativos em quantidades suficientes para permitir sua caracterização e o estudo minucioso de suas características, em particular as propriedades terapêuticas. O Prêmio Nobel de Física de 1903 foi dividido entre o casal Curie e Henri Becquerel, que descobriu a radioatividade espontânea. Marie e Pierre Curie ficaram com metade do prêmio por sua pesquisa sobre o fenômeno da radiação descoberto por Becquerel. Marie Curie estudou a radiação de todos os elementos radioativos conhecidos, incluindo urânio e tório, o qual ela descobriu mais tarde que também é radioativo.
Em 1911 ela foi premiada com o Nobel novamente, desta vez com o de Química, por suas descobertas e estudos dos elementos rádio e polônio. Depois de conquistar o segundo Nobel, ela passou a trabalhar para construir o Instituto do Rádio, em Paris, onde pesquisaria as aplicações da radioterapia na medicina.

A radioterapia é utilizada para o tratamento de câncer. Depois da morte de Pierre, em 1906, em um acidente – ele escorregou, caiu e acabou atropelado por uma carruagem –, ela foi convidada a assumir o posto que o marido ocupava na Sorbonne, tornando-se professora de física. Foi a primeira mulher a conquistar esta posição.

Durante a Primeira Guerra Mundial, Marie Curie montou unidades móveis de radiologia e treinou grupos de voluntários para operá-las. “Estas unidades foram especialmente úteis em 1914 durante a Batalha de Marne”, contou, em suas memórias, já que radiografavam soldados feridos para localizar ossos quebrados, balas e estilhaços. Ela também criou uma unidade móvel de radiografia, que percorria os hospitais de Paris que não dispunham desse equipamento.

Já conhecida internacionalmente por suas pesquisas, em 1920 ela viajou aos Estados Unidos, sendo presenteada pelo governo federal com um grama de rádio, além de recursos e novos equipamentos para dar continuidade ao seu trabalho.Madame Curie conquistou um alto grau de respeito e admiração junto à comunidade científica de todo o mundo, mas manteve durante toda a vida uma postura avessa à publicidade, às honrarias e à vida social. Seus estudos mais conhecidos são Recherches sur les substances radioactives (Investigações sobre substâncias radiativas), de 1904; L’Isotopie et les éléments isotopes (Isotopia e elementos isotópicos) e o clássico Traité de radioactivité (Tratado sobre radiatividade), de 1910.

Ela integrou o primeiro Conselho Solvay (Conseil Solvay), em 1911. Criado por Ernest Solvay, fundador da multinacional química Solvay, o objetivo do conselho, que existe até hoje, é reunir os mais importantes químicos e físicos para discutir temas de suas especialidades. Curie também integrou o Comitê de Cooperação Intelectual da Liga das Nações, entidade que antecedeu a Organização das Nações Unidas. A importância do trabalho de Marie Curie pode ser medida pelos diversos prêmios que ela recebeu nas áreas de ciência, medicina e direito, e vários outros nas áreas de ensino, concedidos por sociedades científicas de todo o mundo. Além dos dois prêmios Nobel, Madame Curie recebeu, em 1903, junto com o marido, a Medalha Davy, concedida pela Royal Society, de Londres (Inglaterra), associação científica fundada em 1660. Em homenagem aos Curie, a radioterapia era chamada na França de “Curieterapie”.

Registro da primeira reunião 
do Conseil Sovay, em 1911. 
Marie Curie era a 
única mulher do grupo,
que tinha entre seus integrantes 
o físico Albert Einstein 
(em pé, penúltimo à direita)
Madame Curie morreu na cidade francesa de Savoy em 4 de julho de 1934 de anemia aplástica, provavelmente causada pela radioatividade. Suas cinzas estão depositadas, ao lado do marido, no Panteão, em Paris, onde também se encontram os restos mortais de célebres personagens da história francesa. A devoção à ciência e ao humanismo foram legados aos seus descendentes. A filha mais velha do casal, Irène Joliot-Curie, ganhou o Prêmio Nobel de Química, em 1935, junto com o marido, Frédéric Joliot, pela síntese de novos elementos radioativos. A filha caçula, Eve, casou com o diplomata norte-americano H. R.  ,Labouisse. Ambos tinham grande interesse por problemas sociais. Sua atuação como diretor do Fundo para a Infância das Nações Unidas (Unicef) lhe rendeu o Prêmio Nobel da Paz de 1965. Eve é autora de uma famosa biografia da mãe, intitulada Madame Curie, publicada pela primeira vez em 1938 e traduzida para vários idiomas.

Para saber mais:
Fundação Nobel http://nobelprize.org/nobel_prizes/chemistry/laureates/1911/marie-curie.html
Marie Curie – her story in brief da Sociedade Norte-Americana de Física http://www.aip.org/history/curie/brief/index.html.

Discriminação de Gênero Tira Mulheres de Áreas Exatas e Preocupa Governo

 texto enviado pela Profª Enilda Suzart
 
Discriminação de gênero tira mulheres de áreas exatas e preocupa governo

Brasil / Brasília – Uma fila de meninos e outra de meninas. A forma de organização que  realça a diferença de gênero está na memória escolar da maior parte dos  brasileiros e ainda é uma prática comum nas escolas. O que é visto com  muita naturalidade por todos os agentes do ambiente escolar e pela  própria sociedade pode esconder práticas que acabam também incentivando a  discriminação de gênero, que, na maior parte das vezes, faz como vítima  o lado feminino. “As meninas são sempre elogiadas por ficarem quietinhas, mais comportadas. É comum ouvir colegas de trabalho  dizendo que esse é o comportamento de uma moça. Quando a situação é inversa, ou seja, uma menina mais agitada, fatalmente ouviremos a  seguinte repreensão: ‘não é assim que uma moça bonita se comporta”, diz a  professora de Educação Física, Debora Ferreira, que atua na rede  pública do Distrito Federal.
Embora  o relato apresente uma cena cotidiana, comum em todo país, o incentivo dessa prática nas escolas brasileiras vem chamando a atenção do governo. Preocupado com o baixo índice de mulheres em profissões que requerem  mais ousadia e inovação, o governo colocou como meta, qualificar, até  2014, meio milhão de professores nas questões de gênero e diversidade.
De  acordo com a ministra Iriny Lopes, da Secretaria Especial de Políticas  para Mulheres (SEPM) órgão ligado à Presidência da República, a decisão  tem o intuito de iniciar uma mudança cultural a longo prazo, que tenha  reflexos na condição da mulher no mercado de trabalho. “Uma  das nossas metas é chegar em 2014 com meio milhão de professores  formados em gênero e diversidade, um programa que está sendo coordenado  pelo Ministério da Educação. Temos que dar escala a essa formação e  melhorar as condições para trabalhar a autonomia das mulheres”,  enfatizou a ministra que logo que assumiu a SEPM, se surpreendeu com os  dados de gênero revelados pelas Olimpíadas de Matemática. 

Uma  observação feita pela própria idealizadora e coordenadora da  competição, Suely Druck, demonstrou que nas séries iniciais, a  participação de meninas é praticamente igual à dos meninos. Já nas  séries mais adiantadas, o percentual de meninas participando da  competição nacional cai drasticamente. “O que acontece é que elas são  direcionadas para outros focos, que não a matemática. Como a matemática é  uma ciência exata, ela é mãe da engenharia, da física, da química e  outros espaços científicos, onde predominam os homens”, considera a ministra.
“Esse direcionamento é  feito pela família e também pela escola. As meninas vão, aos poucos,  migrando para as áreas de assistência social, educação. Tudo que trata  da área de cuidar do outro. Ficam com os meninos as áreas de mais ousadia e inovação. Isso é parte da explicação do porquê temos tão  poucas mulheres cientistas”, destaca Iriny. “Tomei  conhecimento de um dado e nós vamos trabalhar com isso. Nós temos um protocolo assinado com o governo americano para desenvolvermos ações no  sentido de enfrentar a discriminação das mulheres no meio científico e  tecnológico. Por que não há produção com um olhar de gênero nas  universidades? Por que a presença de cientistas mulheres é tão baixa?  Por que temos tão poucas mulheres em cargos de direção de institutos  tecnológicos e de pesquisa científica no Brasil?”, questiona a ministra.

Um  caso emblemático dessa cultura foi o lançamento, em 1968, da primeira boneca Barbie que falava. Uma das frases da sequência repetida pela  boneca era “eu odeio matemática”. “Sem  uma mudança de cultura, não adianta ter Lei Maria da Penha cumprida integralmente, não adianta ter equidade de gênero cumprida  integralmente, se não se prepara as futuras gerações para outras  posturas. Quando falamos em escola, não queremos falar somente em vagas  para mulheres estudarem, até porque, hoje temos a maioria de mulheres  com maior tempo de estudos do que os homens”, destacou a ministra. 

A  Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2010, que busca fazer uma análise  das condições de vida no país, tendo como principal fonte de informações  a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2009, demonstrou  que, mesmo mais escolarizadas que os homens, o rendimento médio das  mulheres continua inferior ao dos homens. As mulheres ocupadas ganham em  média 70,7% do que recebem os homens. A situação se agrava quando ambos  têm 12 anos ou mais de estudo. Nesse caso, o rendimento delas é 58% do  deles. “O maior nível de  escolaridade não fez todos iguais no mercado de trabalho nem fez com que  os salários fossem iguais entre homens e mulheres para as mesmas funções. Infelizmente isso [o maior nível de escolaridade] não serviu no  Brasil para alçar as mulheres a cargos de poder, de decisão, de  chefia”, destaca Iriny.

De acordo  com a Pnad, as mulheres trabalham em média menos horas semanais (36,5)  que os homens (43,9), mas, em compensação, mesmo ocupadas fora de casa, ainda são as principais responsáveis pelos afazeres domésticos,  dedicando em média 22 horas por semana a essas atividades contra 9,5  horas dos homens ocupados.

Fonte: http://monicaaguiarsouza.blogspot.com/

As Mulheres e a Filosofia

 texto enviado pelo Prof. Gilson de Filosofia

As Mulheres e a Filosofia

A exemplo do que ocorre em outras áreas do conhecimento, na Filosofia, as mulheres são, geralmente, relegadas a um segundo plano incômodo. Infelizmente, a Filosofia continua sendo uma área em que a atenção se volta para o ocidental europeu, masculino e branco. Isso não quer, nem de longe, dizer que as mulheres não contribuíram e contribuem para a construção do pensamento, isso é só mais uma das consequências da nossa sociedade desigual e discriminatória. Por isso, nessa efeméride do Dia Internacional das Mulheres, 08 de março, envio, abaixo, uma pequena mostra da atuação das mulheres na Filosofia, ao longo da História. São apenas indicações de vida e obra, para conhecer mais, pesquise sobre a obra e a contribuição de cada uma:
Abraço
Prof. Gilson
   Filosofia



GILDA DE MELLO E SOUZA
Gilda de Mello e Souza (São Paulo, 1919 - São Paulo, 25 de dezembro de 2005) foi uma filósofa, crítica literária, ensaísta e professora universitária brasileira.

Colaborou na produção da revista Clima, juntamente com seu futuro esposo Antonio Candido. Recebe o título de Doutora em Ciências Sociais com a defesa da tese intitulada A moda no século XIX, publicada em 1952. Em 1954 passa a ser encarregada da disciplina de Estética no Departamento de Filosofia da USP, departamento que seria dirigido por Gilda entre os anos de 1969 e 1972. Aposenta-se em 1973 e torna-se Professora Emérita da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP em 1999. Estudou especialmente a obra de Mário de Andrade.

Com Antonio Candido, teve três filhas: Ana Luísa Escorel, Laura de Mello e Souza e Marina de Mello e Souza. Gilda morreu em 25 de dezembro de 2005, aos 86 anos.

Bibliografia (crítica):
O tupi e o alaúde: uma interpretação de Macunaíma, livro de referência no estudo de Macunaíma
Mário de Andrade, obra escolhida
Exercícios de leitura
Os melhores poemas de Mário de Andrade (seleção e apresentação)
O espírito das roupas: a moda no século XIX
A idéia e o figurado


MARILENA CHAUI
Marilena de Sousa Chaui (São Paulo, 4 de setembro de 1941) é uma historiadora de filosofia brasileira.

Chaui é autora de vários livros, dentre os quais destacam-se: "Repressão Sexual", "Da Realidade sem Mistérios ao Mistério do Mundo", "Brasil: Mito Fundador e Sociedade Autoritária", "Professoras na Cozinha", "Introdução à História da Filosofia", "Experiência do Pensamento", "Escritos Sobre a Universidade", "Filosofia: Volume Único", "Convite à Filosofia", "O que é Ideologia", "Política em Espinosa" , "A Nervura do Real", "Espinosa: Uma Filosofia de Liberdade", "Brasil: Mito fundador e sociedade autoritária", "Cidadania Cultural", "Simulacro e poder". Obteve o seu doutorado com uma tese sobre o filósofo Baruch de Espinosa. É reconhecida, não só pela sua produção acadêmica, mas pela participação efetiva no contexto do pensamento e da política brasileira. Já foi secretária municipal da Cultura na cidade de São Paulo durante o mandato da ex-prefeita Luiza Erundina (1988-1992).

A obra escrita, caracterizada pelo didatismo, obtém um sucesso apreciável. O best-seller "O que é Ideologia" (Ed. Brasiliense, Coleção Primeiros Passos) já vendeu mais de cem mil exemplares [1] bastante acima da média de vendas dos livros no Brasil.

Obras:
Repressão Sexual
Da Realidade sem Mistérios ao Mistério do Mundo
Brasil: Mito Fundador e Sociedade Autoritária
Professoras na Cozinha
Introdução à História da Filosofia
Experiência do Pensamento
Escritos Sobre a Universidade
Filosofia: Volume Único
Convite à Filosofia
O que é Ideologia
Política em Espinosa
A Nervura do Real
Espinosa: Uma Filosofia de Liberdade
Brasil: Mito fundador e sociedade autoritária'
Cidadania Cultural", "Simulacro e poder


OLGÁRIA MATOS
Possui graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1970), mestrado em Filosofia - Université Paris 1 (Panthéon-Sorbonne) (1974) e doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1985). Olgária Chain Feres Matos é professora titular da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), sendo a criadora e coordenadora do seu curso de Filosofia. Antes disso foi professora titular de Teoria das Ciências Humanas no Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, aposentando-se em 2005. É estudiosa da Escola de Frankfurt.

PUBLICAÇÕES - Alguns dos principais trabalhos publicados:

1. MATOS, O. C. F. Contemporaneidades. 1. ed. São Paulo: Editora Lazuli, 2009.
2. MATOS, O. C. F. . Adivinhas do tempo: êxtase e revolução. São Paulo: Hucitec, 2008.
3. MATOS, O. C. F. Discretas Esperanças: reflexões filosóficas sobre o mundo contemporâneo.. 1. ed. São Paulo: Nova Alexandria, 2006.
4. MATOS, O. C. F. Filosofia: a polifonia da razão. 3. ed. São Paulo: Scipioni, 1999.
5. MATOS, O. C. F. O iluminismo visionário: W. Benjamin, leitor de Descartes e Kant. 2. ed. São Paulo: Editora Brasiliense, 1999.
6. MATOS, O. C. F. Vestígios: escritos de filosofia e crítica social. 1. ed. São Paulo: Palas Athenas, 1998.
7. MATOS, O. C. F. História viajante: notações filosóficas. São Paulo: Studio Nobel, 1997.
8. MATOS, O. C. F. Os arcanos do inteiramente outro: A Escola de Frankfurt, a melancolia, a revolução. 2. ed. São Paulo: Editora Brasiliense, 1995.
9. MATOS, O. C. F. A Escola de Frankfurt - Sombras e Luzes do Iluminismo. 3. ed. São Paulo: Editora Moderna, 1995.
10. MATOS, O. C. F. O iluminismo visionário: W. Benjamin, leitor de Descartes e Kant. 1. ed. São Paulo: Editora Brasiliense, 1993.
11. MATOS, O. C. F. A Escola de Frankfurt - Sombras e Luzes do Iluminismo. 1. ed. São Paulo: Editora Moderna, 1993.
12. MATOS, O. C. F. Cultura e Administração. Rio de Janeiro: MEC / Secretaria da Cultura / FUNARTE, 1985.
13. MATOS, O. C. F. Os arcanos do inteiramente outro: A Escola de Frankfurt, a melancolia, a revolução. 1. ed. São Paulo: Brasiliense, 1984.
14. MATOS, O. C. F. Paris, 1968: As barricadas do desejo. 1. ed. São Paulo: Editora Brasiliense, 1981.
15. MATOS, O. C. F. Rousseau - uma arqueologia da desigualdade. 1. ed. São Paulo: MG Editores Associados, 1978.


MÁRCIA TIBURI
Marcia Angelita Tiburi (Vacaria, 6 de abril de 1970) é uma artista plástica, professora de Filosofia e escritora brasileira.

Seus principais temas são ética, estética e filosofia do conhecimento. Publicou livros de filosofia, entre eles a antologia As Mulheres e a Filosofia e O Corpo Torturado, além de Uma outra história da razão. Pela editora Escritos publicou, em co-autoria, Diálogo sobre o Corpo, em 2004, e individualmente Filosofia Cinza - a melancolia e o corpo nas dobras da escrita. Em 2005 publicou Metamorfoses do Conceito e o primeiro romance da série Trilogia Íntima, Magnólia, que foi finalista do Prêmio Jabuti em 2006. No mesmo ano lançou o segundo volume A Mulher de Costas. Escreve também para jornais e revistas especializados assim como para a grande imprensa.

Livros:
TIBURI, M. A. . Filosofia em Comum - Para ler junto. 1. ed. Rio de Janeiro: Record, 2008. v. 1. 186 p.
TIBURI, M. A. . A Mulher de Costas - Trilogia Íntima Vol. 2 (romance). Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2006. v. 1. 160 p.
TIBURI, M. A. . METAMORFOSES DO CONCEITO - ÉTICA E DIALÉTICA NEGATIVA EM THEODOR ADORNO. 1. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2005. v. 1. 272 p.
TIBURI, M. A. . Magnólia. - Trilogia Íntima Vol. 1 (romance).  Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005.
TIBURI, M. A. ; KEIL, Ivete . DIÁLOGO SOBRE O CORPO. 1. ed. Porto Alegre: Escritos, 2004. v. 1. 192 p.

 

YARA FRATESCHI

Yara Frateschi possui graduação (1997), mestrado (1999), doutorado (2003) e pós-doutorado (2004) em Filosofia pela Universidade de São Paulo. Pesquisadora visitante na Columbia University (2000) e na ENS de Paris (2006). Pesquisadora do Projeto Temático (Fapesp) A “Filosofia de Aristóteles” desde 2006. É autora de A Física da Política: Hobbes contra Aristóteles, bem como de artigos e capítulos de livros sobre Aristóteles, Thomas Hobbes, John Locke e Hannah Arendt. Atualmente desenvolve pesquisa sobre teorias do direito natural e é professora de Ética e Filosofia Política no Departamento de Filosofia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas, IFCH-UNICAMP desde 2004.

Publicação:
FRATESCHI, Y. A. . A Física da Política: Hobbes contra Aristóteles. 1. ed. Campinas: Editora da UNICAMP, 2008. v. 1. 171 p
FRATESCHI, Y. A. . John Locke: Estado e Resistência. In: Ronaldo Porto Macedo. (Org.). Curso de Filosofia Política. 1 ed. São Paulo: Editora Atlas, 2008, v. 1, p. 291-306.
FRATESCHI, Y. A. . Estado e Direito em Hobbes. In: Ronaldo Porto Macedo. (Org.). Curso de Filosofia Política. São Paulo: EDitora Atlas, 2008, v. 1, p. 323-339.
FRATESCHI, Y. A. . Revolução científica, mecanicismo e método. In: Ronaldo Porto Macedo. (Org.). Curso de Filosofia Política. 1 ed. São Paulo: Ed. Atlas, 2008, v. 1, p. 261-276.
FRATESCHI, Y. A. . Hobbes: a instituição do Estado. In: Vinicius Berlendis Figueiredo. (Org.). Filósofos na sala de aula vol.2. 1 ed. São Paulo: Editora Berlendis, 2007, v. 2, p. 46-76.
FRATESCHI, Y. A. . Aristóteles e o Direito Natural. In: Daniel Tourinho Peres. (Org.). Justiça, Virtude e Democracia. 1 ed. Salvador: Quarteto Editora, 2006, v. 1, p. 303-319


Viviane Mosé
É capixaba e vive no Rio desde 1992. É psicóloga e psicanalista, especialista em “Elaboração e implementação de políticas públicas” pela Universidade Federal do Espírito Santo. Mestra e doutora em filosofia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É autora do livro Stela do Patrocínio -Reino dos bichos e dos animais é o meu nome, publicado pela Azougue Editorial e indicado ao prêmio Jabuti de 2002, na categoria psicologia e educação. Organizou, junto com Chaim Katz e Daniel Kupermam, o livro Beleza, feiúra e psicanálise (Contracapa, 2004). Participou da coletânea de artigos filosóficos, Assim Falou Nietzsche (Sette Letras, UFOP, 1999). Publicou em 2005, sua tese de doutorado, Nietzsche e a grande política da linguagem, pela editora Civilização Brasileira. Escreveu e apresentou, em 2005 e 2006, o quadro Ser ou não ser, no Fantástico, onde trazia temas de filosofia para uma linguagem cotidiana.

Livros:
Nietzsche e a grande política da linguagem (Editora Civilização Brasileira, 2005)
Beleza, feiúra e psicanálise (Contracapa, 2004).
Stela do Patrocínio - Reino dos bichos e dos animais é o meu nome. (Azougue Editorial, 2002)
Assim Falou Nietzsche (Sette Letras, UFOP, 1999).

 Aspásia de Mileto (470-410 a C)
Nascida em Mileto, pertenceu ao círculo da elite de Atenas onde conhece Péricles e com ele tem um filho. Como sofista da época, Aspásia também nada escreveu, e os relatos de sua habilidade como argumentadora e educadora, bem como sua influência política sobre Péricles encontram-se na obra de Platão.

Maria, a judia, ou Miriam (séc. I d C)
Viveu em Alexandria, seguidora do culto de Isis é considerada como a fundadora da alquimia. Entre seus escritos está o livro de Magia Prática.

Hipácia de Alexandria (415 d C)
Cultivou superiormente as matemáticas e a filosofia. Manteve viva a chama do pensamento helênico de raiz ateniense numa Alexandria dilacerada pelas lutas religiosas. Foi brutalmente assassinada por uma multidão de fanáticos cristãos.

Hildegarda de Bigen (1098-1179)
Conhecida como terapeuta e visionária.
Vasta obra de ciência natural sobre biologia e botânica, astronomia e medicina.
Fundou um monastério em 1165, seus escritos místicos e teológicos filosóficos são de inspiração platônica.

Eloísa de Paráclito (1101-1164)
Francesa, foi abadessa do convento de Paráclito, uma comunidade monástica fundada pelo filósofo Pedro Abelardo, seu professor e amante. A longa correspondência dos dois documenta a paixão e o debate que nutriam ao longo da vida (Correspondências ou Epístolas). Também escreveu um texto chamado “Problemata”

Catalina de Siena (1347-1380)
Liderou uma comunidade heterodoxa de homens e mulheres, sendo considerada a última reformadora religiosa do período medieval. Escreveu “Diálogo da Doutrina Divina”

Cristina de Pizan (1365-1431)
Considerada a primeira autora profissional. Sua obra mais famosa foi escrita em 1405, “A Cidade das Mulheres”. Questiona a autoridade masculina dos grandes pensadores e poetas que contribuíram para a tradição misógina  e decide fazer frente às acusações e insultos contra as mulheres.

Louise Labé (1524-1566)
Francesa erudita, literata e música. Obras: “Sonetos”, “Debate entre a Loucura e o Amor”. Na dedicatória deste livro escreve uma espécie de manifesto das reivindicações femininas: o direito das mulheres à ciência e outros conhecimentos.

Mary Astell (1666-1731)
Uma pensadora que unificou suas convicções filosóficas e religiosas em uma visão feminista. Inovou o campo moral e pedagógico de sua época.
Obras: “A Serious Proposal to the Ladies for the Advancement of their true and greater Interests” e “By a lover of her Sex”.

Mary Wollstonecraft (1759- 1797)
Escreveu seu primeiro livro em 1787, “Pensamentos sobre a Educação das Filhas”, onde se percebe a influência de Locke e Rousseau.
Em 1790 escreve a “Reivindicação dos Direitos dos Homens” e, em 1792, sua obra mais importante, um tratado político-filosófico intitulado “A Reivindicação dos Direitos das Mulheres”.

Olímpia de Gouges (1748-1793)
 São mais de quatro mil páginas de escritos revolucionários, peças de teatro, panfletos, novelas, sátiras, utopias e filosofia. Foi presa por questionar a escravidão dos negros; tomou posições em favor dos direitos da mulher (divórcio, maternidade, educação e liberdade religiosa) e defendeu oprimidos e humilhados com tal dedicação será condenada à guilhotina, em 1793. De suas obras destacam-se: “Memórias de Mme. De Valmont”, “Carta ao Povo”, “Os Direitos da Mulher e Cidadã”.

Rosa de Luxemburgo (1871-1919)
Publicava, em Paris, o Jornal A Causa Operária, em 1906. Participou sempre à esquerda das atividades do Partido Social Democrata Polonês e do III Congresso da Internacional Socialista. Foi presa diversas vezes. Em 1919 é assassinada pela polícia em uma prisão alemã.
Obras: “Acumulação do Capital”, “Contribuição para a explicação do Imperialismo”, “Militarismo, guerra e classe operária”, “A revolução Russa.”

Lou Andreas-Salomé (1861-1937)
Em 1919 escreve seu primeiro ensaio de argumento psicológico, “O Erotismo”. Passou  então a freqüentar o debate psicanalítico e encontrou os argumento que necessitava para articular seus maiores interesses: a arte, a religião e a experiência amorosa como pode se verificar em sua obra: “Reflexões sobre o problema do amor”, “Religião e Cultura”, “Jesus, o judeu”, “Meu agradecimento a Freud”.

Edith Stein (1891-1942)
Lecionava na Universidade de Gottinger. E 1915 presta serviço a Cruz Vermelha.Em 1925 dedica-se a uma intensa atividade, traduzindo obras de São Tomás de Aquino e Newman e publicando “Sobre o Estado e a Fenomenologia de Husserl”. Interessou-se pela questão feminina no campo filosófico e religioso, publicando “Ethos” das profissões das mulheres. Morreu em 1942 em Auschwitz numa câmara de gás.

Maria Zambrano (1904-1991)
Em 1936 faz parte de um grupo de intelectuais que com missões pedagógicas, iniciam uma experiência de educação popular. A relação entre poesia e filosofia, o mito e a razão, a paixão e o intelecto, a obra e a ação, o papel dos intelectuais e o sentido da história parecem ser as principais preocupações de Maria Zambrano.

Hannah Arendt (1906-1975)
Conhecida como a pensadora da liberdade, Hannah Arendt viveu as grandes transformações do poder político do século 20. Estudou a formação dos regimes autoritários (totalitários) instalados nesse período - o nazismo e o comunismo - e defendeu os direitos individuais e a família, contra as "sociedades de massas" e os crimes contra a pessoa. Sua obra é fundamental para entender e refletir sobre os tempos atuais, dilacerados por guerras localizadas e nacionalismos. Para ela, compreender significava enfrentar sem preconceitos a realidade, e resistir a ela, sem procurar explicações em antecedentes históricos. A partir de “As origens do Totalitarismo”,  inicia uma reflexão dos acontecimentos de sua época; pensa de um modo novo a política e critica a tradição filosófica  de seu tempo e seus contemporâneos.
Obras: “A condição Humana”, “Entre o passado e o futuro”, “Crises da República”, “Eichmann em Jerusalém”, “A banalidade do mal”, “A vida do Espírito. O pensar, o querer e o julgar”

Simone de Beauvoir (1908-1986)
Representante do Existencialismo. Colaboradora da Revista Tempos Modernos. Nas décadas de 50 e 60 viajou pelo mundo debatendo sua produção filosófica, com grupos políticos e feministas. O “Segundo Sexo”, obra sobre a condição feminina, transformou-se em ícone do movimento feminista. Escreveu também: “Por uma moral da ambiguidade”, “A força das coisas” e “Balanço final”, entre outros.

Simone Weil (1909-1943)
Foi professora mas, seguindo seu impulso político, decidiu fazer parte da classe operária. Seus textos refletem suas experiências e suas intuições, bem como seu percurso pelo marxismo até a religião. Obras: “Reflexões sobre as Causas da liberdade e da opressão social”, “Reflexões sobre a Origem do Hitlerismo”, etc.

Ângela Davis (1944 - )
Professara e Filósofa socialista estado-unidense, que alcançou notoriedade mundial na década de 1970 como integrante do Partido Comunista dos Estados Unidos, dos Panteras Negras, por sua militância pelos direitos das mulheres e contra a discriminação social e racial nos Estados Unidos e por ser personagem de um dos mais polêmicos e famosos julgamentos criminais da recente história americana. Ativista radical dos anos 70 no movimento político Black Power -  os Panteras Negras. Debate os conceitos de liberdade e liberação, bem como a reflexão sobre o sexismo e racismo,  ao lado da classe e o poder. Seus escritos trazem um pensamento transformador para a reflexão filosófica no século XX.

Fontes:
As Mulheres e a Filosofia”, Ana Miriam Wuensch, Apostila do Curso de Extensão “As Mulheres e a Filosofia III – Existem Filósofas?”, CESPE, Universidade de Brasília, 2003  

Pensamento do Dia

" Milagres acontecem quando a gente vai à luta"
(Poeta Sérgio Vaz)


"Viver é como andar de bicicleta: É preciso estar em constante movimento para manter o equilíbrio"

(Albert Einsten)


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